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Gravura Rupestre PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Rui Possacos   
Domingo, 18 Outubro 2009 01:58

As gravuras rupestres são um dos mais importantes vestígios da arte do Paleolítico Superior em Portugal e foram durante mais de 10 anos o único exemplo de arte rupestre paleolítica ao ar livre em território nacional e o primeiro a ser identificado na Europa.

Apesar de há muito tempo serem conhecidas pela população local, como «o carneiro», apenas em 1981 foram dadas a conhecer ao mundo científico.  São constituídas por quatro gravuras executadas sobre uma parede xistosa, em que apenas uma das figuras se apresenta completa. Três são claramente zoomórficas, sendo a última constituída por algumas linhas, que levam a pensar tratar-se dos cornos de um veado ou outro cervídeo.

A mais nítida é a de um cavalo. Este tem um comprimento de 62 cm e é uma das mais belas imagens da arte rupestre ao ar livre em todo o mundo. Bem definida nas proporções e dando a sensação de movimento, tem o corpo e a cabeça de perfil. Dos membros traseiros só as coxas foram representadas. A cauda também se encontra incompleta, enquanto o focinho foi danificado em época posterior à execução da figura. O sexo é bem visível, e demonstra tratar-se de um macho, o que contradiz a teoria dos que pretendem ver nele uma égua grávida, dada a forma volumosa da barriga.

O artista realizou ainda, sob o ventre, um segunda linha, talvez para dar uma noção de volume e perspectiva, ou para transmitir a ideia de uma variação da cor do animal entre a barriga e o flanco.

Esta figura equídea foi gravada com um sulco profundo, podendo no entanto ser observados, no ventre e no pescoço do animal, diversos grupos de picotagem de forma circular.

Esta técnica de picotagem foi usada em todas as outras figuras, uma à direita do cavalo, com cerca de 20 cm de altura e uma outra, também à direita, embora num nível mais inferior, que mostra ter cerca de 30 cm. Apesar de incompletas, devem também representar cavalos.

Acesso a Gravura rupestre:

Saindo da sede do concelho de Freixo de Espada  à Cinta pela Estrada Nacional 221 para norte, cerca de 14 km depois apanha-se a estrada para Mazouco passa-se pelo meio da povoação e daí a estrada que vai para a o Rio Douro a meio do percurso há um entroncamento e segue-se para a ribeira de Albagueira.

Tem que se descer um pouco a pé dois minutos depois já se pode ver o belo cavalo de Mazouco.

"O Carneiro"

As famosas gravuras rupestres de Mazouco foram oficialmente reconhecidas pelo despacho de Sua Excelência o Secretario de Estado da Cultura, datado de 22 de Abril de 1982, que determinou a classificação da estação como imóvel de interesse público, despacho que, posteriormente, foi confirmado pelo Decreto nº. 31/83, Diário da Republica 106 de 9 Maio 1983.


Actualizado em Domingo, 18 Outubro 2009 02:17